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Escrito por José Joaquim

NOTA 1- O QUE TEM DE PIOR NO FUTEBOL BRASILEIRO

* Algo que passou totalmente despercebido daqueles que estiveram no São Januário, narrando e analisando o jogo do Vasco e Palmeiras, foi o estado do gramado.

Como uma entidade permite a realização de um jogo com clubes tradicionais em um campo de várzea na sua maior competição?

A impressão na tela da TV, dava um aspecto que tinha acontecido uma bela vaquejada. Silêncio mortal.

Pelo menos o colunista do Jornal O Globo, Carlos Eduardo Mansur, que é dono de um bom texto, publicou no dia de ontem um artigo sobre esse encontro citando alguns fatos que aconteceram, inclusive com um título bem escolhido: "Derrota do Vasco para o Palmeiras é painel do que o futebol brasileiro tem de pior".

Na realidade o gramado não foi apenas algo fora da curva, desde que tivemos um VAR marcando errado e muito demorado, jogadores e comissões técnicas pressionando o árbitro Rafael Traci, que não tem a menor condição de trabalhar numa divisão maior, e que tornou o jogo ainda pior.

O ambiente no campo foi insuportável pela falta de comando de uma arbitragem grotesca. Com poucos minutos de jogo esse já tinha distribuído seis cartões amarelos, e a maioria para o time vascaíno, inclusive nos seus defensores que passaram pendurados em um pincel no resto do tempo. 

Qual a razão do Palmeiras ter escapado da dureza do soprador do apito? Só ele poderá responder. Só não apanhou do zagueiro vascaíno, Castan, porque baixou a cabeça.

Juntando-se um gramado ridículo, comissões técnicas histriônicas, e jogadores pilhados, e um árbitro que deveria atuar nos campeonatos de base, o resultado é o que temos de pior no futebol brasileiro.

NOTA 2- O CRUZEIRO ANDA COMO UMA TARTARUGA NA TABELA

* O Cruzeiro apesar de nove rodadas de forma invicta anda na tabela com passos de uma tartaruga. Um fator explica a sua posiçao atual no Brasileiro: o excesso de empates.

Com o 0x0 com o Athletico-PR, na última quarta-feira, chegou ao 13º jogo com o placar em igualdade, e se transformou na equipe que mais empatou na competição, ou seja ganhou 13 pontos e pedeu 26, que estão fazendo falta.

Segundo um levantamento feito pelo Jornal Hoje Em Dia-MG, este é um recorde de empates do time celeste na era dos pontos corridos, iniciada em 2003.

O técnico Abel Braga está satisfeito pela invencibilidade do seu time, mas a verdade o fato deveria ser analisado por outro viés, desde que o placar em igualdade aconteceu em seis dos dez jogos do treinador da Raposa.

O comandante tem no seu retrospecto também três vitórias e um empate, que foi o suficiente para tirar o Cruzeiro dos braços da Caetana, mas o perigo da degola ainda está vivo, daí a necessidade de vitórias (16º na tabela). 

O ano de 2017 com 12 empates já foi superado nessa temporada, faltando ainda sete rodadas para o final da competição.

Em um planejamento preparado para a participação de um clube no Brasileiro, tem que existir um balanceamento entre as derrotas, os empates e as vitórias, para que os objetivos sejam delineados.

NOTA 3- O VAR É UMA MULETA PARA ÁRBITROS RUINS

* Como o Brasil é um país surreal, onde de tudo pode acontecer, até o rabo balançar o cachorro, o VAR está sendo utilizado para servir de muletas para árbitros incompetentes, que apitam esperando que o sistema de vídeo resolva os lances duvidosos.

Na verdade esse foi implantado para corrigir erros claros e óbvios. O protocolo do VAR não permite que os árbitros 'revejam' incidentes em que a decisão original do campo não seja um erro 'claro'.

Não são permitidas 'revisões' para uma segunda 'chance' para analisar o incidente  ou confirmar 'vender' uma decisão que não seja claramente errada.

O IFAB, a Internacional Board, o órgão responsável por regular o futebol é que elaborou esse texto, que foi encaminhado para as Federações Internacionais.

O protocolo do VAR é simples: a cabine, onde normalmente estão três árbitros assistentes de vídeo, sendo um deles o VAR principal, só deve chamar o árbitro para uma revisão se tiver a certeza que a decisão tomada em campo foi falha. Lances subjetivos, como bola na mão dentro da área, por exemplo, são maioria nesses casos, mas muitas vezes o VAR é acionado mesmo com duvida.

Em lances objetivos, conforme a circular do IFAB, até mesmo lances, como impedimentos ou se uma falta foi dentro ou fora da área, só devem ser informados ao árbitro com 100% de certeza que houve erro. Se houver duvida é para manter a decisão do campo.

Vamos e venhamos, os árbitros para que possam garantir a sua pele estão sempre buscando o VAR, quando a realidade é o inverso, ou seja a cabine é que tem que provoca-los.

Nossos apitadores estão se apoiando nessa muleta.  

* Dados do IFAB obtidos no blog do Marcel Rizzo do Portal UOL.

NOTA 4- O FEITO DO ANO

* A maratona de Nova York é uma das principais competições do mundo, além do seu charme. Atletas de alto nível participam do evento, assim como os amadores.

Na do último domingo 50 mil corredores participaram dessa prova.

Na chegada um feito que surpreendeu a todos, em especial entre os participantes da prova, com relação ao terceiro colocado, porque era um maratonista totalmente desconhecido, e que tinha largado no segundo pelotão, separado dos atletas de elite.

O etíope Girma Bekele Gebre, de 26 anos, conseguiu o feito do ano, o de chegar ao pódio, sem patrocinadores e sem agentes.

Os dois primeiros colocados foram os Quenianos Geoffrey Kamworor (2h8m.13s), e Albert Korir (2h8m36s). Girma chegou colado à esse, com 2h8m38s. O atleta já chamava a atenção quando se destacava em meio aos profissionais, já na metade da prova, não só pelo desempenho, mas também pelo número de sua camisa regata bem desprovida de patrocínios.

Enquanto seus adversários usavam tags em dígitos únicos, o etíope estampava o 443, numeração de um mero corredor amador. A cada 4,8 km (3 milhas), esse chamava a atenção pela diferença entre os demais corredores do pelotão da frente: nesses pontos, os atletas de elite eram municiados com uma suplementação personalizada, à medida que Gebre se desdobrava com a mesma água e Gatorade disponibilizados aos 50 mil competidores restantes.

A medalha de bronze na Maratona de Nova York lhe rendeu uma premiação de US$ 40.000, além de US$ 15.000 por ter cruzado a linha de chegada com tempo inferior a 2h9min.

Foi o feito do ano, e que jamais aconteceu nessa Maratona.

NOTA 5- PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO

* O Palmeiras na última quarta-feira ganhou do Vasco com a ajuda da arbitragem do campo e do VAR.

O seu presidente Mauricio Galliotte, que era o maior contestador do sistema eletrônico, quando chegou a afirmar que esse trabalhava para alguns clubes: "para alguns é chamado o VAR e para outros não. Ou seja, são jogadas que o VAR entra para o time A e não para o B".

Para o cartola o Flamengo era o beneficiado.

Depois do presente que recebeu no péssimo jogo do seu time, o dirigente mudou completamente, ao declarar que "Arbitragem é sempre tema polêmico. O que a gente tem feito é apoiar a continuidade do VAR. Traz justiça. Existem lances interpretativos, polêmicos. A gente tem que entender que cada um interpreta de uma maneira. As reclamações são inerentes ao futebol".

No Nordeste existe um antigo ditado, que é aplicado em mudanças como essa, ou seja: "fulano é uma cobra cascavel, muda de casca a cada mudança de tempo¨.

Só mesmo no Brasil.

NOTA 6- FUTEBOL OU UFC?

* O primeiro tempo do jogo entre o Botafogo e Flamengo deveria ter sido em um octagono do UFC, e não no Nilton Santos.

O alvinegro olhava para as arquibancadas, via a Caetana sentada com a sua foice, ficou desesperado, e passou para a força, inclusive com violência.

O primeiro tempo foi truncado, com apenas 43% de bola correndo, e muitas faltas pelo tipo de jogo.

No segundo tempo o time do Flamengo veio melhor, e assistiu aos oito minutos a expulsão de Luiz Fernando, lateral do alvinegro.

Depois disso foi uma partida de um único time, no caso o rubro-negro da Gávea. O bombardeio era grande, ou a bola ia para fora, ou o goleiro Gatito fazia seus milagres.

Uma verdadeira blitz rubro-negra.

A pressão continuava, mas o gol não saia, quando aos 44 minutos, Bruno Henrique deu uma assistência perfeita para Lincoln, que tinha entrado no lugar de Vitinho, aos 39', que em um toque marcou o gol salvador, merecido pelo que o rubro-negro apresentou.

Os oito pontos de diferença para o Palmeiras voltaram a funcionar.

Nos demais jogos, o São Paulo com 75% de bola e mais nada, desde que não conseguia chegar na meta do Fluminense. O tricolor das Laranjeiras aproveitou duas oportunidades e fez o placar de 2x0, deixando a zona da Cateana para o Botafogo.

O Ceará teve uma excelente vitória por 2x0 contra o fragilizado Internacional. O alvinegro cearense deu uma fuga da zona do inferno.

O último jogo foi do Grêmio e CSA, com a vitória gremista por 2x1, que o levou para o G4. Joguinho ruim.

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