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Escrito por José Joaquim

Ontem numa conversa com o jornalista Claudemir Gomes, esse nos chamou a atenção sobre a trágica maratona de jogos que os clubes de Pernambuco irão enfrentar no primeiro trimestre da temporada de 2018, inclusive publicando um bom artigo em seu blog sobre o tema.

O Sport como não joga na Copa do Nordeste terá menos problemas, com relação ao Santa Cruz, Náutico e Salgueiro.

Para que se tenha uma ideia da insanidade do calendário, o tricolor do Arruda entre os dias 16/01 a 21/01 jogará três partidas, sendo uma pela Copa do Nordeste as outras duas pelo estadual.

Entre o período de 16 a 18  o intervalo entre um jogo para o outro é de apenas 48 horas, quando a determinação legal é para que seja no mínimo de 60.

Enquanto isso no dia 06 de fevereiro, o Santa Cruz enfrentará pela Copa do Nordeste, no Arruda, o Treze-PB, às 23 horas, que é um horário para lá de pornográfico, e com menos de 24 horas estará atuando contra o Afogados pelo Estadual.

No dia 20/02 a equipe coral atuará pela Copa Regional contra o CRB, e 24 horas após esse jogo entrará em campo para enfrentar mais uma batalha, em Arcoverde, contra o Flamengo.

Por outro lado outro milagre terá que acontecer, quando o tricolor do Arruda jogará pela Copa do Nordeste no dia 10 de março, contra o CRB, e menos de 24 terá um encontro pelas quartas de final do estadual.

Sem dúvida uma verdadeira insanidade.

No caso do Náutico, se esse suplantar o time do Itabaiana, o clube irá enfrentar também a sua via crucis.

Entre 17/01 a 21/01, o alvirrubro jogará três partidas, pela Copa do Nordeste (1), e pelo estadual (2). São quarenta e oito horas de intervalo entre essas. Um absurdo.

A barbaridade continua no período entre 17 e 22 de fevereiro, com dois jogos locais e um pela Copa do Nordeste, em Salvador, contra o Bahia. Da mesma forma do Santa Cruz, o time da Rosa e Silva, terá um confronto no dia 10 de março contra o Bahia pela Copa do Nordeste e no dia 11 estará no gramado com um jogo das quartas de final do estadual.

Finalmente o Salgueiro, que também participa de três competições no mesmo período, terá seus dias de sofrimento. Tem jogo marcado para o dia 06/02 contra o Náutico, e por um possível milagre no dia 07 estará em São Luiz para enfrentar o Sampaio Correia pela Copa do Nordeste.

E como irá acontecer com os outros dois clubes de nosso estado, a equipe sertaneja terá um encontro no dia 10 de março com o CSA, pelo Regional, e menos de 24 horas estará participando de um jogo pelas quartas de final do estadual.

São jogos, jogos e mais jogos, que atestam a insanidade daqueles que que fazem o futebol brasileiro, quando amontoam eventos, e com a gravidade de uma pré-temporada curta fora da realidade.

Como o futebol poderá evoluir se os seus dirigentes estão destruindo-o.

Onde está o Sindicato dos Atletas de Futebol?

Na verdade não serve para nada, desde que o mais importante que é a defesa dos seus associados não é realizado.

O próprio Circo no seu Regulamento Geral das Competições, estipula o intervalo entre os jogos no período de no mínimo 60 horas, mas isso também é rasgado pela cartolagem.

Um total insanidade que contempla uma maneira para a destruição final de nosso futebol, e que irá ajudar o Sport a conquistar com mais facilidade do título estadual que não vale muita coisa, mas é o único que os nossos clubes podem festejar, já que os adversários estarão caindo aos pedaços por conta dessa maratona. 

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- O NORDESTE E A COPA SÃO PAULO

* O trabalho de formação da Região Nordestina não anda bem.

Os números da Copa São Paulo de Junior confirmam que existe uma estagnação no setor, e com o agravante de que alguns dos clubes pertencem a empresários, que arrendam o departamento para que possam expor os seus atletas.

O Nordeste começou essa competição com 22 clubes, entre os 128 disputantes, representando 17,1% do total.

Após a primeira fase somente cinco desses foram classificados para a seguinte: os dois clubes da Bahia, Bahia e Vitória, Ceará, Botafogo-PB e Sport, com um percentual de 7,8% dos 64 clubes que irão dar a continuidade ao torneio.

Dezessete times ficaram pelo caminho, com alguns sem marcar um único ponto.

Trata-se sem duvidas da realidade de um futebol que agoniza nesse setor, como também na categoria principal, e para comprovar basta analisar a tabela da Copa do Nordeste, com 10 participantes entre os 16, locados nas Séries C e D do Brasileiro.

Uma tristeza.

NOTA 2- NEYMAR FORA DA SELEÇÃO DA UEFA

* Os onze melhores jogadores da Europa na temporada de 2017, conforme votação promovida pela UEFA tem a presença de dois brasileiros, os laterais Daniel Alves (Juventus/PSG) e Marcelo (Real Madrid).

Neymar não teve votos suficientes para integrar esse seleto grupo.

Quase 9 milhões de votantes escolheram numa lista de 50 finalistas o Team Of The Year, fato esse que ocorre desde o ano de 2001.

Além de Neymar faziam parte dessa e na votação final ficaram de fora mais três brasileiros: Casemiro (Real Madrid), Alex Sandro (Juventus) e Fabinho (Monaco) .

Os escolhidos foram os seguintes:

Buffon (Juventus),

Daniel Alves (Juventus/PSG),

Sergio Ramos (Real Madrid),

Chiellini (Juventus),

Marcelo (Real Madrid),

De Bruyne (Manchester City),

Kroos (Real Madrid),

Mondric (Real Madrid),

Hazard (Chelsea),

Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e,

Lionel Messi (Barcelona).

Dos onze escolhidos, cinco foram do Real Madrid, confirmando a boa temporada desse clube em 2017.

NOTA 3- NO ESTADUAL PARAIBANO A CLASSIFICAÇÃO PODERÁ SER RESOLVIDA PELO PRESIDENTE

* Alguns Regulamentos dos estaduais que serão iniciados no final de semana apresentam falhas que poderão criar sérios problemas.

Na Paraíba os dirigentes aprovaram os critérios de desempate nas fases, sem uma alternativa no caso de empate nos diversos itens.

Sabemos que será muito difícil de acontecer, mas como no futebol o diabo anda solto nos gramados, não custaria nada que constasse um simples item de proteção.

Segundo o regulamento no caso de empate entre duas agremiações, será classificada aquela que tiver maior número de vitórias, saldo de gols, maior número de gols assinalados, confronto direto na fase, menor número de cartões amarelos e, menor número de cartões vermelhos.

Se tal fato chegar a acontecer, a solução será dada pelo item dos casos omissos, e nesses caberá a decisão ao Presidente da Federação, que sem duvida seria grotesco, pois não teria como justificar a escolha.

Na realidade muito embora as chances de que aconteça esse tipo de empate sejam reduzidas, todo regulamento deveria ter um item de segurança para não tumultuar a competição.

Em algumas federações existe o sorteio, e em outras, a marcação de um jogo de desempate, mas para tal haveria a necessidade de datas, o que é um grande problema.

São coisas do futebol brasileiro.

NOTA 4- MANDA PARA O SPORT RECUPERAR

* O Sport está virando um centro de recuperação de jogadores, ou seja aqueles que há tempo não conseguem jogar o que se chama de bom futebol.

No dia de ontem o Flamengo confirmou o empréstimo ao time da Ilha do Retiro, do meia atacante Gabriel, que é o jogador mais longevo do elenco do clube da Gávea, desde o ano de 2013, juntamente com o inicio da gestão de Eduardo Bandeira de Mello. 

Chegou ao time carioca com um bom currículo do futebol baiano, mas no Rio esqueceu o trato da bola, começou tendo chances no time, e sem o devido retorno foi sendo abandonado.

Em 2017 foi pouco aproveitado por Reinaldo Rueda, e quando isso acontecia era contestado pela torcida rubro-negra, que o vaiava até quando seu nome constava do grupo de reservas.

Foi perdendo o espaço no elenco, e o Flamengo colocou-o na lista de empréstimos, desde que tem contrato até dezembro de 2019.

Como o Sport tem um perfil de reabilitador, certamente será mais uma tentativa, como aconteceu com vários profissionais.

Os seus salários serão pagos de forma integral pelo clube da Ilha do Retiro.

São coisas do futebol pernambucano, e do Sport Recife.

NOTA 5- CONTRATA UM E LEVA DOIS

* O futebol brasileiro é surreal.

Igual à esse não existe no mundo da bola.

A nova moda é o nepotismo, que acontece nas federações, clubes e especialmente nos clubes quando contratam os seus treinadores.

É o sistema de acertar com um e levar dois.

Paulo Cesar Carpegiani ao assumir o Flamengo trouxe consigo o seu filho Rodrigo Carpegiani que o acompanha há muito tempo.

No São Paulo Dorival Junior, voltou a empregar o seu herdeiro como assistente, fato esse que aconteceu nos outros clubes que foram por esse dirigido.

Lucas Silvestre é o seu braço direito, e foi um dos pivôs de sua saída do Santos, desde que os jogadores não o suportavam.

Cuca quando está na ativa leva a tiracolo o seu irmão Cuquinha.

Na Seleção do Circo, Tite arrumou uma boquinha para o seu filho Matheus Bachi que afirma entender de futebol.

Esse é o novo caminho do futebol brasileiro onde o nepotismo faz a sua parte no sistema.

Um fato bem interessante acontece no Sport Recife, quando o filho do presidente é diretor de futebol, e entende tanto do riscado como entendemos de física nuclear.

Família unida trabalha unida.

São coisas do futebol brasileiro.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- O PATROCÍNIO DA COPA SÃO PAULO

* Nada mais indecente do que o patrocínio da Copa São Paulo seja da BET-T90-TV, que é de prognósticos esportivos, mas esconde em um ícone o seu objetivo que é o site de apostas chamado BET-T90.com, que oferece bônus de R$ 400 para quem se escrever no ¨Pacote Copinha¨, com jogos dessa competição disponíveis para apostas, o que é proibido pela legislação brasileira.

Como não existe uma fiscalização séria, o site tem utilizado alguns jornalistas e ex-jogadores como ¨garotos propaganda¨ que não são inocentes para não perceberem que por trás do sistema encontram-se organizações criminosas. Várias emissoras de televisão abertas ou fechadas tem esse patrocínio.

A Federação Paulista apesar de afirmar que está dentro da legalidade por conta de um contrato milionário com a BET, deveria saber que estava abrindo as portas de uma competição de jovens para o mundo do crime.

Se não fosse a coragem e a honradez do técnico Ricardo Pereira, do Estanciano de Sergipe, que não concordou com a manipulação dos resultados dos seus jogos que estavam abertos para os apostadores, o sistema iria continuar operando, e tudo indica que outros também foram afetados.

A pouca repercussão sobre o assunto se dá por conta do patrocínio da Casa de Apostas junto as televisões, e por isso está sendo tratado de forma bem protocolar, quando já deveria estar sendo investigado pelo Ministério Público, e pelo CONAR por conta de uma publicidade de modo subliminar.

Até alguns sites esportivos tem como patrocinadora a empresa Bet, o que é uma vergonha.

Apostas abertas no Brasil será o caminho para lavagem de dinheiro e para a penetração maior do crime organizado no futebol, que em pouco tempo estará tomando conta de alguns clubes.

Uma vergonha.

NOTA 2- MESSI POR XAVI

* Da entrevista de Xavi ao jornal espanhol  Marca, também anotamos um trecho em que esse fala de Messi.

¨Taticamente, ele entende de tudo. É uma vergonha que o comparem a qualquer outro. Messi domina tudo.

O espaço-tempo, o tempo, onde está o companheiro e o adversário.

Antes, só desequilibrava por habilidade e força. Agora te dribla: te atrai. Vê que tem um marcador e como sabe que ele tem medo, espera que venha e quando tem um 3 a 1, no momento certo ele passa¨.

Xavi fez uma comparação interessante entre Messi e LeBron James, o astro do basquetebol norte-americano.

¨Eu vi isto em LeBron James. Na final Cavaliers-Miami de 2014, Lebron não é só um jogador individual. Quando Lebron tinha dois em cima dele, tirava algo da cartola e passava ao companheiro que estava livre e podia arremessar triplamente livre. Isso é o que fazem Messi e Iniesta. Te atraem até que haja alguém livre.

O que ninguém faz? Vamos jogar. Nós temos trabalhado desde pequenos. Saber onde está o espaço e onde estar o jogador livre. Até Ter Stegen sabe. Ter Stegen treina para isso. Esse chute largo bombeado que ele faz e dizem que ele deu um chutão. Não deu.

Quando o time do Bayern veio ao Camp Nou, fez marcação individual e deixou Ter Stegen sozinho. E Ter Stegen dava um passe para Luis Suarez e eram três contra três, contou Xavi.

¨Acredito que a maioria dos jogadores quando saem do campo não ficam fazendo corridas. O que fazem? Passes. A bola é um vicio. Jogamos futebol para o vicio da bola¨.  

NOTA 3- EURICO MIRANDA E O VASCO

* A insistência de Eurico Miranda em permanecer à frente do Vasco da Gama é algo destruidor para o clube.

O cartola sem duvida tem uma história no clube e está manchando-a por conta de suas atitudes desorientadas.

Tentou fraudar o processo eleitoral com sócios fantasmas e não teve sucesso quando foi derrotado em duas instâncias da Justiça Carioca, e continua tentando a sua continuidade que não é salutar para a entidade que precisa de um novo caminho, e nesse não comporta tal personagem.

Com salários atrasados em todos os setores, em especial no futebol, com os meses de novembro, dezembro e 13º salários em aberto, e o próprio declarou em uma entrevista que não tem como paga-los, e esse finge que não entende.

Apesar disso quer anular as eleições, e convocar uma outra, quando na realidade já existe um presidente eleito e confirmado pela Justiça.

Por outro lado um fato que repercutiu de forma negativa perante os jogadores e funcionários do clube, foi a contratação do escritório de advocacia de Sérgio Bermudes, que é um dos que cobram honorários mais altos no país.

Se o cartola gostasse tanto do clube como proclama, deveria no dia 18 desse mês deixar o cargo, e passa-lo para o candidato eleito, Julio Brant, que é o novo presidente de fato e de direito.

Acontece que é muito difícil deixar o poder, que muitas vezes serve para alimentar o ego, como também os bolsos.

Figuras como Miranda não cabem mais em nosso futebol.

NOTA 4- O ORÇAMENTO DO SPORT

* O Conselho Deliberativo do Sport reunido na última terça-feira aprovou a proposta de orçamento do clube, que não tinha sido aceita na reunião de dezembro por apresentar um déficit de R$ 15 milhões para o exercício de 2018.

O buraco foi coberto com a venda de Diego Souza por R$ 10 milhões que serão pagos durante o ano em 12 prestações, e a previsão de uma possível negociação de Rithely.

Na realidade trata-se apenas de um pedaço de papel com o que está escrito não sendo cumprido durante o seu período, e no final do ano o tamanho do rombo sempre é acrescentado, desde que o clube vive acima dos seus recursos.

O exercício de 2017 deverá apresentar um débito de R$ 150 milhões.

Para resolver os problemas que irão acontecer, o presidente pediu autorização do órgão para antecipar 20% das receitas dos direitos de transmissão de 2019.

Aliás isso é permitido pelo Profut, mas trata-se de um crime quando se tira recursos de uma futura gestão.

É como cobrir um santo e descobrir um outro.

Na realidade a situação do Sport não é boa graças a atual gestão que não conhece a palavra planejamento, e trocou os pés pelas mãos.

NOTA 5- O CORINTHIANS E O PREMIO DO TÍTULO

* Os jogadores do Corinthians viajaram para a Florida aborrecidos.

Quase dois meses da conquista do Brasileirão, o prêmio ainda não foi pago, embora o Circo do Futebol já tenha colocado na conta do clube os R$ 18 milhões da premiação.

O valor de R$ 11 milhões é aquele que será dividido entre os atletas que participaram da competição.

O que agravou mais as reclamações foi de que o clube do Parque São Jorge além de ter recebido a cota do campeonato, também teve o seu cofre recheado com o dinheiro da negociação de Jô.

Na realidade os clubes brasileiros são péssimos pagadores.  

Escrito por José Joaquim

O famoso empresário da futebol, Carlos Leite, tirou do Vasco da Gama o zagueiro Anderson Martins e o levou para o São Paulo.

Até aí um fato normal nesse pobre futebol brasileiro, mas na verdade o atleta tinha um contrato com o time da Colina até 2020, com uma clausula que permitia a sua saída para outro clube, caso tivesse uma proposta mais vantajosa.

Além disso estava com salários atrasados.

O mesmo agente tem mais oito profissionais alocados no mesmo clube, e que também poderão sair no momento em que desejarem.

Que futebol é esse?

O futebol brasileiro tem os seus reais donos, que são proprietários de jogadores, como acontece com esse agente.

Mas não fica nisso, desde que existe um outro personagem que atua no setor, com a mais nova profissão, a de meio campista fora dos gramados.

No Brasil os meio-campistas desapareceram, mas fora dos gramados existem esses novos personagens que enriqueceram sem jogar bola.

Conversamos com um no dia de ontem.

O que faz o meio de campo fora das quatro linhas?

Pelo que sabemos é uma figura de pouca visibilidade, mas com uma importância vital, que também pode ser chamado de intermediário.

Na engrenagem atual do futebol, o empresário representa o jogador na ponta do negócio, no outro extremo está o clube, e no meio do campo das negociações encontra-se o meio campista.

Se um clube precisa de um atacante, por exemplo, ele pode recorrer a empresários conhecidos que, por sua vez acionam a sua malha de outros agentes, até no exterior, mas quem traz o jogador é o intermediário, e cada um desses personagens ganha a sua parte, inclusive em alguns casos cartolas participam do fatiamento.

Existem intermediários que não agenciam atletas, apenas fazem a indicação, e alguns ganham uma boa parte dos recursos que foram utilizados nas transações.

Se abrirem a caixa preta, Del Nero será um bebê com relação ao que acontece. 

No Rio Grande do Sul, existe um meio campista que tem cerca de 400 olheiros, não somente apenas no Brasil, como também na Argentina, Uruguai e Paraguai, que assistem aos jogos de diversas competições, inclusive das categorias de base, formando um cadastro de todos os escolhidos.

Esse intermediário gaúcho tem um banco de dados com mais de 1,5 mil atletas, sem que esses muitas vezes esses saibam que estão sendo cadastrados. O seu trabalho é o de vasculhar o mercado para oferecê-lo ao comprador.

Isso faz parte de um processo equivocado quando é entregue a uma terceirização, desde que tudo que é feito o próprio clube poderia fazê-lo, com sua rede própria de olheiros, como tinha em épocas anteriores, elaborando o seu cadastro, mas por esperteza de alguns, foi criado um mecanismo que envolve o empresário, o meio campista e o cartola, onde o dinheiro das comissões corre a solta, quando tudo poderia ser da agremiação.

Na realidade o sentido da atuação desse intermediário é o de realizar um trabalho obscuro, cadastrando vário jogadores sem autorização, mas que rende muito para quem o faz.

Há alguns anos atrás tivemos a renúncia do presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, por conta de uma transação com o zagueiro Maidana, que teve muitos furos com várias comissões pagas, inclusive para um intermediário que seria o próprio.

São coisas do futebol brasileiro, onde todos ganham, menos os clubes, que agora tem um meio de campo jogando muita bola fora do gramado, e com muito à contar.

Aliás o que ouvimos é de dar arrepios.

Escrito por José Joaquim

O futebol europeu tem a aparência com o brasileiro de tempos atrás.

Os seus times com os mesmos jogadores por mais de dois anos e as contratações pontuais.

Como acontecia no Brasil antigo, os torcedores sabem da escala dos seus times do goleiro ao ponta esquerda.

Até quando os clubes vão suportar o numero de contratações e rescisões em uma só temporada em nosso país?

Não existe a menor possibilidade de que essa fórmula ultrapassada possa produzir efeitos positivos nas suas participações nas diversas competições.

Os nossos times são os exemplos da ausência de um planejamento e continuidade do trabalho que fazem no futebol profissional. Começa uma temporada e na sua maioria esses são formados com caras novas.

O Grêmio poderá ser o bom exemplo de retorno às décadas passadas quando está começando o ano de 2018 sem muitas novidades, e um time titular composto pela base vencedora de 2017.

Um ponto fora da curva em um processo autofágico que domina o esporte da chuteira no Brasil com os clubes transformados em locais de passagem fugaz de jogadores, com um rodizio semestral.

Os frutos serão colhidos.

Os três times de nossa capital com poucos dias de temporada, já ultrapassaram o numero absurdo de 30 contratações, e com diversas saídas.

Os que chegam, são emprestados, alguns refugados, ou em fim de carreira.

Na maioria fazem contratos curtos com vinculo liberado quando dos seus finais, obvio se chegarem a tal.

Os clubes disputam os estaduais com uma equipe, que já é bem diferenciada daquela do ano anterior. Os seus torcedores não sentem a empatia necessária para uma maior participação, já que em um dia quem está jogando é Antônio e no outro é Manoel.

Acabam os estaduais, e no Brasileiro mais uma leva.

Começa tudo de novo. Os consumidores levarão mais um tempo para saberem na verdade as escalas dos seus times. O interessante é que de vez em quando, um atleta é colocado em campo e esses sequer o conheciam.

Não é exclusividade local, e sim dos mais diversos rincões do país.

Na verdade o futebol e em especial o nosso, vive momentos idênticos a uma cozinha desprovida de gêneros para a preparação de uma boa comida. Quando começa o refugo, os cozinheiros sentem falta de ingredientes, e começam a pedir emprestados aos vizinhos, ou correm para comprar na venda da esquina.

E assim segue o preparo do prato, que no final sempre fica com o sabor amargo, da mesma maneira que acontece em nosso futebol.

O torcedor gostaria de definir a sua equipe antes do jogo, mas isso não pode acontecer, porque sempre está chegando um avião ao aeroporto trazendo mais um reforço, e esse certamente estará em campo na próxima partida.

Hoje com o número de partidas do futebol europeu transmitidas pela televisão os torcedores já sabem de cor os times que estarão em campo, o que é salutar para o esporte.

Muita coisa tem que ser feita pelo Brasil, mas a de maior importância é limpar o futebol de uma cartolagem retrograda, esperta, e que não está preocupada em mudar o sistema com suas formulas superadas.