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Escrito por José Joaquim

NOTA 1- FALTA DE ASSUNTO

* O fim de temporada no futebol brasileiro provoca um grande vazio nas noticias.

Um assunto irrelevante e que tem preenchido os diversos noticiários, tanto nas rádios como nos jornais, é o da permanência de Grafite no Santa Cruz como se esse fosse o salvador da pátria.

Vamos e venhamos, nunca vimos uma perda de tempo tão grande.

Na realidade trata-se de um atleta bem perto de uma aposentadoria, que é justa, uma boa figura humana, mas nada tem a dar a um time da Série C Nacional, que necessita do coletivo e não do individual.  

O bom senso diz que o tricolor do Arruda deveria acertar a forma de pagamento do que deve ao atleta, que já deveria ter sido feita, e depois uma nota de agradecimento pelos serviços prestados.

Grafite vem de uma queda acentuada na sua condição técnica, e certamente numa competição difícil como essa terá dificuldades de acompanhar as necessidades do time.  

¨Grafite não renovou¨, ¨Grafite só renova caso receba o que o Santa Cruz lhe deve¨, e assim segue a ladainha.

Nunca vimos um amadorismo tão grande em nosso futebol.

De um lado um clube querendo renovar com um atleta como meio de postergar o pagamento dos débitos, e do outro um bom profissional que deveria pensar na aposentadoria, deixando o seu nome marcado na história do tricolor.

Pobre futebol de Pernambuco, que vive do nada, para o nada. 

NOTA 2- O FESTIVAL DE CONTRATAÇÕES

* O Náutico disparou nas contratações, os ônibus chegaram lotados.

Uma festa para os cartolas apresentando os novos contratados, e esses fazendo juras de amor.

A repetição da repetição.

Já foram vinte caras novas, quase dois times.

Enquanto isso, na rua das Moças, o Santa Cruz disparou e completou o número de 11 contratações, mas virão outras daqui para frente.

No tricolor os mesmos procedimentos de sempre. O presidente que adora uma entrevista coletiva, apresentou aos jornalistas o perfil dos contratados. 

Quantas emoções.

Em um mês os dois clubes trouxeram 31 profissionais, o que mostra apenas uma única e importante coisa, a pobreza dos seus trabalhos de formação.

Se esse trabalho existisse, certamente não estaríamos assistindo esse festival de verão, com nomes poucos conhecidos na musica futebolística nacional.

Daqui há três meses teremos uma nova leva para o Brasileiro o que é normal.

Ao lermos algumas palavras de um dos contratados pelo Santa Cruz ficamos emocionados. 

Foi algo tão antigo como Matusalém: ¨É uma honra vestir o manto sagrado do tricolor¨.

Centenas de outros atletas já repetiram essa pérola.

O futebol está virando uma peça de humor, e o mais grave é que não se renova.

NOTA 3- UM ERRO DA DIRETORIA DO SPORT

* A diretoria do Sport cometeu um grave erro, como o de escrever a palavra Xadrez com Ch.

O volante Patrick é vinculado a um clube do interior de São Paulo, o Monte Azul, que serve apenas para registrar profissionais da bola para serem negociados com outros clubes.

Esse rodou por vários clubes, inclusive um da Turquia, sem despertar nenhum interesse para a sua aquisição.

Estava no Goiás quando foi contratado pelo Sport, e na verdade fez uma boa temporada, apesar da mediocridade do time no Brasileirão.

O rubro-negro fez um contrato equivocado com o volante, ao não colocar uma cláusula de preferencia para a aquisição do seu passe, e com o valor estipulado.

Na realidade serviu apenas de barriga de aluguel, para no final parir um filho que não era seu. O empresário o levou.

Vasco e Fluminense estão brigando por esse jogador, e tudo indica que a equipe da Cruz de Malta irá levar vantagem.

O clube da Ilha do Retiro promoveu o atleta e no final ficou sem mel nem cabaça.

Uma mancada amadora.

NOTA 4- UMA AULA DO BOM JORNALISMO

* Trecho da coluna de Tostão na Folha de São Paulo.

¨Recebi um convite para um comercial de uma marca de TV ao lado de Tite, que já é garoto propaganda da empresa. Fiquei curioso para saber por que me escolheram, se Tite sabia, o que pensaria, qual o roteiro dos marqueteiros.

Recusei.

Já imaginaram um comentarista que elogia ou critica o técnico da seleção, aparecendo na TV, um milhão de vezes ao lado dele? Seria antiético e eu perderia a credibilidade. É ou não é!

A moça que me telefonou me perguntou seu eu tinha alguma coisa contra o Tite. Ela não atendeu. Pelo contrário, tenho admiração pelo técnico e por seu comportamento, apesar de seus sermões. Não vejo também nada errado em ele fazer propagandas comerciais, desde que não haja conflito com seu cargo¨.

Tostão é uma ave rara no meio do futebol.

NOTA 5- LOUCURAS INGLESAS

* O futebol inglês está sempre acima dos limites.

Os seus clubes contratam jogadores por milhões de libras, como estivesse comprando uma bola numa loja.

A última contratação e que será a primeira da janela de janeiro, foi a do zagueiro holandês Virgil Van Dijk, atleta do Southampton, que era pretendido pelo Manchester City, mas foi negociado com o Liverpool.

O valor da negociação foi de 70 milhões de libras, que corresponde a R$ 331,5 milhões.

Trata-se do zagueiro mais caro do mundo.

O jornal inglês The Telegraph afirmou que o seu salário seria de 180 mil libras por semana, cerca de R$ 800 mil.

Como o futebol brasileiro poderá competir com um futebol como esse?

O Liverpool não está entre os mais ricos da Premier League, mas tem condições de fechar uma transação como essa.

NOTA 5- O FINAL DO ANO DO VASCO DA GAMA

* Enquanto  o clube inglês Liverpool está fechando o ano adquirindo um zagueiro por R$ 331,5 milhões, o Vasco da Gama um dos grandes times brasileiros, está encerrando o mês de dezembro sem pagar a folha de novembro e o 13º salario dos seus jogadores.

Poucos atletas do clube tem direito de imagem, mas os que tem não o receberam.

Somente o de Nenê o valor do débito é de R$ 700 mil.

Numa crise politica, com a eleição sendo resolvida na Justiça o clube da Cruz de Malta não tem mais fontes de receitas para a quitação dos seus débitos.

Um final de ano trágico para um time que foi além dos seus limites e gastou muito mais o que tinha.

NOTA 6- GUARDIOLA X GUARDIOLA

* O técnico Pep Guardiola está promovendo a segunda revolução no futebol mundial.

A primeira foi no Barcelona, e a segunda vem sendo procedida pelo Manchester City.

O treinador catalão conseguiu formatar um time que hoje joga o melhor futebol do planeta.

Os números são impressionantes na temporada da Premier League, 19 vitórias, 18 seguidas e 1 empate, com 58 pontos conquistados, 15 a mais do que o segundo colocado, o Manchester United.

Em um jogo no Boxing Day fez mais uma vitima, o Newecastle, que foi derrotado pelo placar de 1x0, que poderia ser mais elástico, com gols perdidos, 3 bolas na trave, e uma posse de bola média de 78%, tendo chegando na primeira fase aos 90%.

O City finalizou 21 vezes contra 6 do adversário.

Vale a pena assistir um jogo desse time, que nos traz de volta aos bons tempos de futebol, com a troca de passes, toque de bola perfeito, e a maestria do meio campista da maior qualidade, Kevin Debruyne que toma conta do campo, e que será sem duvida, o maior jogador da próxima Copa do Mundo, e que poderá levar a seleção da Bélgica a disputar o título.

A luta agora será entre Guardiola x Guardiola, por conta do recorde de 19 vitórias seguidas do Bayern de Munique, comandado por esse, que está sendo perseguido pelo City também sob o seu comando.

Com mais duas vitorias o recorde será batido.

Ainda bem que temos Pep Guardiola.

Escrito por José Joaquim

O Palmeiras tinha direito de receber R$ 18 milhões pelo título de vice-campeão do Brasileirão, mas só entrou nos seus cofres R$ 10 milhões por conta de penhoras da Justiça do Trabalho em diversas questões com atletas que deixaram o clube.

Como o alviverde de São Paulo são inúmeros os clubes brasileiros que vivem nessa situação. Quando analisamos os balanços que são publicados, um item chama a nossa atenção e que está relacionado aos custos trabalhistas.

Tal fato reflete muito bem a ausência de um bom planejamento para a temporada futebolística, em que tudo é feito de forma aleatória em um pedaço de papel que eles chamam de orçamento.

A preparação de um orçamento básico para servir de orientação não é procedido. São necessárias as contratações, e essas chegam aos montes, e na sua maioria sem analises, e de forma açodada.

Vinte e quatro treinadores foram demitidos ou deixaram os clubes no Brasileirão da temporada que foi encerrada, e isso reflete muito bem uma anormalidade no sistema gerencial.

Existe um enigma indecifrável e que está relacionado à vinda de jogadores para os clubes. São indicados por quem? Se levantaram o seu currículo, as suas ultimas atividades? Se analisaram quantas vezes estiveram contundidos e fora dos campos? A sua vida pessoal no extracampo? 

Para os técnicos, a necessidade maior está relacionada ao seu perfil, e se esse se encaixa no projeto do clube.

Quantas vezes um clube começa um estadual com um time, e verifica que os jogadores não deram resultados positivos. Manda embora. Um avião que sai lotado.

Os gastos foram bem elevados sem o devido retorno na relação custo/benefício.

Começa tudo de novo, novas contratações, no mesmo modelo e sistema. Empresários e fitas de vídeos.

Haja dinheiro.

Um clube organizado e bem planejado jamais teria um modelo como esse.

Muitos dirigentes de clubes são empresários, e não devem proceder assim em suas empresas, como fazem com esses, pois com contratações fora dos padrões, os lucros serão abalados e os seus bolsos sentirão.

O clube torna-se uma casa sem dono, e os prejuízos ficam por conta do destino. Nas empresas seguem manuais de contratações, que não se impressiona com DVDs  dos candidatos e sim a valorização do conjunto de seus atributos.

Na realidade tem que ser visualizado o profissional que se deseja contratar, não o empresário que o representa, ou então as possíveis tachinhas, que chamam hoje de pixulecos.

Os clubes são entidades publicas com milhões de consumidores, e merecem ser tratados como tal.

Não podemos mais aceitar que os seus recursos sejam jogados pela janela, por conta da ausência de um planejamento sério. Hoje não pensam em seus futuros, e o resultado final estamos vivenciando. 

Finalizamos com uma pergunta: Por que os responsáveis por tais contratações não pagam os prejuízos causados às suas agremiações?

Isso seria a cobrança da responsabilidade de como dirigir.

Escrito por José Joaquim

O efeito sanfona no futebol brasileiro é uma realidade autofágica e que foi acentuada à partir de 2006 com o Brasileirão com 20 clubes, e a média de permanência dos clubes emergentes nessa divisão é de apenas dois anos, ou seja vivem eternamente no sistema de sobe e desce.

O formato com mais jogos e menos equipes, e uma distribuição de receitas com uma alta crueldade para com esses, cujas estruturas financeiras não permitem que lutem por melhores condições com os chamados grandes clubes.

Hoje o time mediano mais longevo é Atlético-PR que irá completar seis anos, que é sem duvida uma raridade. A seguir vem o Sport com 5 anos. 

O Coritiba estava no seu sétimo campeonato seguido, foi rebaixado na atual temporada. Os demais clubes que tiveram o acesso vivem na eterna gangorra. Os seus torcedores em um ano comemoram, e no outro choram por mais uma queda.

Os números impressionam.

ACESSOS-

2006- Atlético-MG, Sport, América-RN e Náutico- O time potiguar foi degolado no ano seguinte (2007). Os pernambucanos duraram dois anos, ao caírem em 2009,

2007- Coritiba, Ipatinga, Portuguesa e Vitória. A Lusa e o time de Varginha saíram no ano seguinte (2008), o Coxa disputou dois campeonatos e foi rebaixado em 2009 (2 anos) o rubro-negro baiano caiu em 2010 (3 anos).

2008- Corinthians, Santo André, Avaí e Grêmio Barueri. O time do ABC paulista jogou um ano na Série A, foi rebaixado em 2009, o de Barueri durou 2 anos (caiu em 2010), enquanto o catarinense durou três anos, com uma queda em 2011.

2009- Vasco, Guarani, Ceará e Atlético-GO. O time de Campinas só participou um 1 ano na divisão maior. O cearense e o rubro-negro de Goiás disputaram por dois anos.

2010- Coritiba, Figueirense, Bahia e América-MG. A equipe mineira foi rebaixada no ano seguinte, o alvinegro catarinense durou por 2 anos, enquanto o tricolor baiano fez uma boa série de 4 anos. O Coxa durou 7 anos, e caiu em 2017.

2011- Portuguesa, Náutico, Ponte Preta e Sport. O rubro-negro foi rebaixado no ano seguinte, enquanto os outros 3 disputaram 2 campeonatos, caindo em 2013.

2012- Goiás, Criciúma, Atletico-PR e Vitória. O alviverde goiano permaneceu por 3 anos, quando foi rebaixado (2015), o catarinense e o baiano jogaram por dois anos. O Furacão completou 5 anos nessa temporada.

2013- Palmeiras, Chapecoense, Sport e Figueirense. O time de Chapecó, o rubro-negro da Ilha do Retiro completaram 4 anos e seguem para o quinto, enquanto o catarinense atuou por três anos (2016). 

2014- Joinville, Ponte Preta, Vasco e Avaí. Os dois times catarinenses foram degolados no ano seguinte, enquanto a Ponte manteve-se por 3 anos quando foi rebaixada (2017).

2015- Botafogo- Santa Cruz, Vitória e América-MG. O tricolor de Pernambuco e o Coelho de Minas Gerais jogaram apenas 1 vez, enquanto o Vitória irá completar na temporada de 2018, a sua terceira permanência na Série A.

2016- Atlético-GO, Avaí, Vasco e Bahia. O rubro-negro de Goiás e o time catarinense foram degolados no ano seguinte, e o tricolor baiano segue em 2018 para o seu segundo ano seguido.

Na realidade, os clubes grandes que são rebaixados voltam no ano seguinte, e os emergentes que tem o acesso tinham como referência o Coritiba com 7 anos, mas foi degolado, e agora o mais longevo é o Atlético-PR, o seu rival local.

O que existe é uma disparidade financeira indecente, entre os emergentes e aqueles considerados grandes.

O abismo a cada ano se acentua, com os recursos nas mãos de poucos, enquanto os demais se contentam com migalhas, e ingressam numa competição na certeza de que estarão no máximo por dois anos, e depois cedem os seus lugares a outros que sofreram quedas anteriores, e com os destinos traçados.

O importante para os que ascendem é o de investir corretamente e lutar pela permanência na divisão, visto que pensar em algo mais é um sonho que jamais será alcançado.

Esse é o mundo de um capitalismo perverso, onde o futebol tem a sua guarida.

Escrito por José Joaquim

Nada na vida é imutável.

Só a morte que ninguém consegue driblar.  

Tudo se transforma pela evolução.

Todos os nossos amigos visitantes sabem que somos defensores do sistema de pontos corridos, mas chegamos no momento de rediscuti-lo, e quem sabe buscar novas alternativas.

Nada mais lamentável do que aconteceu no Brasileirão da temporada de 2017, quando o Corinthians disparou na liderança do turno que lhe garantiu o título, mesmo claudicando na segunda fase.

A  competição tornou-se melancólica.

Quando analisamos o futebol de alguns países da Europa, mesmo com estádios lotados, as diferenças dos lideres no final da primeira fase para os demais times são pornográficas. Tiram as emoções das disputas.

Na Bundesliga, o time do Bayern de Munique fechou com 9 pontos de diferença para o 2º, Schalke, e 13 para o 3º Borussia Dortmund.

Enquanto isso, na Premier League, que comanda o campeonato mais famoso do mundo, a situação é quase obscena, com o Manchester City fechando o turno com 13 pontos à frente do 2º, o Manchester City, e de 16 para o 3º, Chelsea.

O PSG no campeonato francês também terminou o turno com uma boa diferença de 9 pontos para o 2º e 3º colocados, ambos com as mesmas pontuações.

Na Liga Espanhola o turno ainda não foi encerrado, mas já existe um provável campeão, o time do Barcelona, que tem 9 pontos à frente do Atlético de Madrid, de 11 para o 3º, e 14 para o rival Real Madrid, que tem um jogo a menos.

A única Liga que está com o campeonato equilibrado é a Italiana, com o Napoli, à frente distando apenas 1 ponto da Juventus, 5 do 3º, a Internazionale.

São exemplos reais do que acontece no sistema de pontos corridos, e que merecem uma boa reflexão, sobretudo no Brasil.

Na Europa existe uma cultura de ir ao jogo independente da situação dos seus clubes, mas no Brasil os estádios ociosos demonstram que o modelo não vem atendendo aos torcedores, quando observam que os seus times perderam as chances na briga pelo título.

Nos campeonatos europeus, a luta pela Liga dos Campeões e Liga Europa estimula, mas em nosso país com exceção dos rebaixados e de outros dois clubes, todos os demais se garantiram para as Copas Libertadores e Sul-Americana, ou seja a meritocracia foi deixada de lado.

Qualquer campanha por mais que seja medíocre teve um presente.

Não existe dogma no futebol, e não é pecado se discutir um modelo alternativo para o sistema, que poderia ter uma decisão entre os vencedores do turno e returno, com a vantagem daquele que teve a melhor pontuação, e reduzir as vagas nas competições continentais para dar uma maior rivalidade entre os disputantes.

Os pontos continuariam sendo corridos.

Além de expulsar os vendilhões do templo, o futebol deveria abrir um debate sobre o tema.

É de uma burrice patológica não permitir que isso aconteça.

Gostaríamos de ouvir a opinião de nossos visitantes.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- A FEIRA DO TROCA-TROCA

* A feira do troca-troca faz parte da cultura brasileira.

Nessas não existem compras, somente as trocas.

O futebol brasileiro por falta de recursos nos caixas, se transformou em um comércio de trocas.

As negociações que estão sendo efetuadas, tem de tudo menos dinheiro.

A moeda de troca são os atletas.

Quem não está gostando são os agentes que não estão ganhando as suas comissões, a não ser que recebam algo em troca, como um carro, um computador, um celular dependendo da escala que o jogador esteja situado.

Jogadores veteranos estão em moda, não pelas idades, e sim pela ausência de um bom trabalho de formação, e custam mais em conta por estarem com seus direitos nas mãos.

Da maneira que o futebol brasileiro vem sendo encaminhado, iremos ter um campeonato de bengalas.

Até na contratação de um técnico o sistema está funcionando.

O Santos está contratando o técnico Jair Ventura que tem uma multa rescisória no seu contrato com o Botafogo, e a solução que está sendo encontrada é o da troca por jogadores.

Grotesco. 

O Corinthians com o dinheiro da venda de Jô que caiu do céu do Japão, ficou com um caixa para negociações, mas só está procurando o bom e o barato.

Existe uma oferta grandiosa de jogadores pelo Brasil afora, e muitos desses estão na Feira do Troca, para que posam ser trocados.

Trata-se de um contexto que sem duvida vislumbra o que será em 2018, cuja tendência é ser pior do que o anterior, e que está levando o nosso futebol para a quarta divisão mundial.

A troca mais importante seria a da substituição de Del Nero do comando do Circo, mas isso é muito difícil de acontecer por conta do sistema brasileiro, que não troca, mas acoita o que não presta.

NOTA 2- MESMO SUSPENSO DEL NERO COMANDA O CIRCO

* Uma boa fonte nos contou que Marco Polo Del Nero mesmo depois de afastado pela FIFA por 90 dias do cargo do Circo, continua mandando e desmandando em seu pedaço.

Continua por dentro de tudo que acontece no picadeiro da Casa da Barra da Tijuca, e todos os atos estão passando por esse, mesmo sem frequentar as suas dependências.

O seu intermediário é Rogerio Caboclo, fiel escudeiro de longos e longos anos, e que é o presidente ad-hoc.

Regularmente esse tem ido à casa do cartola afastado, para tratar dos assuntos da entidade.

O Coronel Nunes o presidente legal não manda em nada, sequer é ouvido e só tem a função de assinar os documentos que já chegam prontos e aprovados pelo cartola afastado.

Uma Rainha da Inglaterra tupiniquim.

Na realidade Del Nero vive um suspensão fictícia, dede que o seu poder continua firme e forte.

São coisas do futebol brasileiro e de sua bela cartolagem.

NOTA 3- O FUTEBOL PAULISTA E A TORCIDA ÚNICA

* Segundo o jornal Folha de São Paulo o veto á torcida visitante em clássicos no estado de São Paulo é algo irreversível para as autoridades estaduais e será mantido em 2018.

Trata-se da falência do futebol, desde que impedir uma torcida de ir ao jogo do seu time é uma derrota maior do que os 7x1 contra a Alemanha.

Os setores de segurança são os maiores derrotados.

O Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, usam números apurados antes e depois da mudança para justificar os jogos com apenas seguidores do clube mandante.

Levantamento feito pela Policia Militar aponta que houve redução no número de confrontos ao mesmo tempo que diminuiu o total de escoltas.

As autoridades compararam os dados de 19 jogos que foram realizados entre abril de 2015 a abril de 2016, e a redução das brigas foi grande.

Nos jogos após a implementação do veto a torcida visitante houve crescimento de público de 24%.

Existem controvérsias sobre isso.

Na verdade trata-se de uma medida que caracteriza a fraqueza do poder público que não consegue parar a atuação dos vândalos, e como única solução é a de fechar as portas para os torcedores.

Quem perde é o esporte, e esse fica cada vez mais pobre sem a rivalidade sadia dentro dos campos.

NOTA 4- QUATRO CLUBES DA ESPANHA NO TOP 10 DA UEFA

* No dia de ontem foi publicado pela UEFA o Ranking dos clubes no ano de 2017, com o Real Madrid como líder disparado.

NO TOP 10 a Espanha colocou 4 clubes, o que mostra a força do futebol desse país.

A entidade dirigente considerou as performances dos clubes nos seus últimos cinco anos, quando o time merengue nesse período conquistou por três vezes a Liga dos Campeões.

O TOP 10 ficou assim constituído:

1º- REAL MADRID- 148 mil pontos,

2º- BARCELONA- 126 mil,

3º- Bayern de Munique- 125 mil,

4º- Atlético-Madrid- 121 mil,

5º- Juventus- 120 mil,

6º-PSG- 109 mil,

7º- Sevilla- 108 mil,

8º- Manchester City- 97 mil,

9º- Porto- 85 mil e,

10º- Borussia Dortmund- 85 mil.